domingo, 22 de abril de 2012

Considerando os textos de Giddens e Castells e os demais conteúdos publicados, exponha os argumentos centrais sobre o processo de transformação nos processos socio-históricos de produção de riquezas, com atenção especial às indústrias de comunicação e, de modo mais pontual, à produção audiovisual. Atente para as condições específicas do Brasil contemporâneo.

sábado, 11 de junho de 2011

Resultado de produto na disciplina de Economia Política do Audiovisual

Durante este trabalho buscou-se fazer uma análise de como a Rede Globo aborda determinado tema (manobras do MST), através de um recurso audiovisual, onde contém cenas extraídas da internet (as que contêm material da mídia tradicional e hegemonica) e outras de arquivos pessoais (registros de movimentos sociais e manifestações de apoio ao MST). A discussão que se pretende gerar é as diferentes formas que as mídias abordam o assunto, através dos seus olhares, e de seus padrões criados, como termos que passam a ser apropriados e utilizados para estigmatizar determinados momentos ou atos dos sujeitos. No decorrer do trabalho surgiu a necessidade do aprendizado na maneira de como operar tais programas que ainda não haviam sido utilizados por mim, buscando a tentativa de manter uma coerência na junção dos fragmentos, o que não foi das maiores barreiras encontradas na atividade, a dificuldade encontrada foi de logar no blog o que atrasou minha postagem. Porém com este produto trazendo a oportunidade de realizar uma seleção de vídeo intervindo no conteúdo, percebe-se que a mídia tradicional, detentora do maior alcance nacional, presente na maioria dos televisores brasileiros todos os dias, parte do princípio que no seu discurso busca a sustentação de uma ordem e uma moral, para manter o atual sistema em que se encontra a sociedade, enquanto tais movimentos econtram em mídias alternativas , e pequenos espaços que surgem, como principalmente a internet, onde o território é vasto, e o conteúdo ínfimo, maneiras de resistir e combater tal sistema.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Censura Não - Vol. 1

Bueno, a proposta central do vídeo é apresentar, de forma didática, o tema do direito à comunicação, com a intenção de gerar contraposição ao conteúdo veiculado pela mídia tradicional, que tenta confundir o conceito de regulação com a ideia de censura. Nesta perspectiva, optou-se por trabalhar uma linguagem que possa ser assimilada por pessoas de idades diversas, de diferentes experiências culturais e sociais e com níveis de entendimento distintos sobre o assunto. Pretende-se, assim, incentivar o debate em torno da questão.
No audiovisual aqui apresentado, estabeleceu-se a preferência por conciliar o tema do direito à comunicação com informações relacionadas ao papel desempenhado pelo Congresso Nacional nas outorgas e concessões de rádio e tv, questionando-se a distribuição de emissoras entre os parlamentares (o que não é permitido pela Constituição Federal em seu artigo 54). Sendo assim, abre-se a possibilidade de produção de outros vídeos dedicados também ao direito à comunicação, mas com foco direcionado a aspectos diferentes - por exemplo: famílias à frente de oligopólios na comunicação, propriedade cruzada de empresas, publicidade pública, repressão à comunicação alternativa. É essa possibilidade de novas produções que justifica o uso da expressão "Volume 1" no título do vídeo aqui apresentado.
Por fim, vale registrar a intenção de trabalhar um padrão tecno-estético alternativo na realização de Censura Não, com a expectativa de que se crie um certo estranhamento com a edição de imagens e de sons utilizada. O objetivo é desdobrar este possível estranhamento com a estética usada no vídeo em um estranhamento crítico em relação ao tema proposto, que seria alcançado no momento em que o espectador passar a se questionar sobre a ilegalidade e a imoralidade existentes no fato de um parlamentar dono de empresa de comunicação legislar sobre a concessão de uso do espaço radiolétrico (que é um bem público) pelas emissoras de rádio e tv, e sobre a absurda concentração de poder nas mãos deste mesmo político.
Não houve custos para a produção do vídeo. Todas as imagens utilizadas, assim como a gravação da 5a. Sinfonia de Beethoven, foram obtidas da internet por meio do site de buscas Google. No processo de produção, foram utilizados um computador, duas caixas de som portáteis e uma câmera de vídeo de uso doméstico.

Luciano Gallas

Passagens




Objetivo:

O vídeo aqui proposto tem por objetivo pensar os modelos tecno-estéticos alternativos que tratem tecnicamente da mistura de imagens de diferentes meios e de origens variadas (imagens feitas pelo realizador do vídeo e imagens de arquivo da internet ou da televisão).

Proposta:

O conteúdo audiovisual desenvolvido não visa o lucro. Procura refletir acerca da utilização de imagens de diferentes suportes e suas passagens, assim como a mistura de imagens feitas pelo realizador do vídeo com imagens de arquivo que tem origem na televisão ou na internet. Da mesma maneira, as configurações gráficas verbais (caracteres) utilizadas ao longo do vídeo seguem as lógicas das passagens, da inexistência de fronteiras bem definidas entre elementos diferentes.
No vídeo não há uma elaboração estética apurada, que tenha uma preocupação com a qualidade visual, já que a proposta é fazer uma experimentação audiovisual baseada nas misturas a partir da técnica. Assim, o vídeo produzido não tem a intenção de transpor as barreiras tecno-estéticas que a televisão, historicamente, criou.

Processo produtivo:

Inicialmente foram captadas imagens de deslocamentos em viagens de ônibus entre Pelotas e Porto Alegre, viagens de trem entre Porto Alegre e São Leopoldo e as estações Mercado e São Leopoldo do Trensurb.
Tais imagens foram feitas com uma câmera de 3.2 mega pixels de um aparelho celular Samsung GT-S5230.
Após, foram pesquisadas e “baixadas” imagens do You Tube sobre o Trensurb. Em posse de todas, foram selecionadas algumas para fazer parte da montagem do vídeo.
Em relação à trilha sonora, procurou-se fazer um trabalho permeado de sons que se fundem e se confundem. Ruídos do ambiente são misturados a trilhas musicais, as quais têm sua utilização liberada, sem a necessidade do pagamento de direitos autorais (fator que determinou a escolha das músicas).
A edição foi realizada no Windows Moviemaker, um programa de fácil domínio. A montagem ficou simples, pois o objetivo é experimentar com recursos que possam estar acessíveis a qualquer pessoa que possua um computador pessoal. A fusão foi um recurso utilizado em todas as transições entre os planos do vídeo. A intenção foi deixar o maior tempo possível uma mistura visual. Com isso o produto audiovisual pretende transmitir a ideia de passagens que propõe esta realização.

Custos:

Translado Pelotas/Porto Alegre e vice-versa (2): R$ 204,20
Translado Porto Alegre/São Leopoldo e vice-versa (2): R$ 6,80
Alimentação – Unisinos: R$ 25,00
Custo total: R$ 236,00

Michael Kerr